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  • Foto do escritorNatália Salgado

Conhecendo a história da Kellen do Ateliê Pontos e fios!


Poder aprender com histórias de quem já obteve sucesso é algo valioso. Cada detalhe de como nasceu um negócio pode ser imprescindível na tomada de decisões de quem está iniciando hoje.


Conhecer os desafios de empreender e como cada pessoa lhe da com eles pode mudar nossa percepção das coisas e também nos auxiliar na nossa própria tomada de decisão.


Tenho certeza que a história da @ateliepontosefios terá muito a acrescentar aos pequenos empreendedores, que estão dando inicio agora na sua jornada.


Quem responde a essa entrevista é a Kellen a idealizadora e empreendedora que faz esse negócio acontecer!

 

1. Kellen como foi o início da empresa no mundo do crochê e no empreendedorismo? Conta para a gente um pouquinho da história.


Eu iniciei no crochê em Agosto de 2016, no início foi para aprender algo novo e fazer peças para a minha casa, depois meu marido perdeu o emprego e como eu trabalhava como CLT decidi fazer do crochê uma segunda fonte de renda. Na época eu trabalhava na parte administrativa de uma empresa de segunda a sexta-feira das 8:00 às 18:00 e fazia as encomendas a noite e aos finais de semana.

 

2. Porque do nome "Pontos e fios"?


Queria algo lúdico, algo que lembrasse o feito a mão, porém, sem especificar o tipo de artesanato. Porque aí eu poderia trabalhar com qualquer segmento sem me prender a uma arte em especifica.


3. Quem, e quantas pessoas fazem parte da empresa hoje?


 No momento sou somente eu.


4. A técnica do crochê é uma técnica muito ampla e dá para fazer de tudo com ela, e no início eu vejo que muitas pessoas têm dificuldade de escolher um nicho de mercado para se especializar e acabam pegando encomendas de tudo para tentar atender a todos. Você passou por esse processo ou desde o início já foi definido o nicho de mercado e quais produtos você iria ofertar.  Quais são os produtos que você oferece hoje?


Desde o início eu foquei na linha baby, até faço Home decor mas meu forte mesmo é o infantil. Sempre gostei e me identifiquei com esse nicho, hoje os produtos que mais vendo na minha loja são os cestos organizadores.

 

5. Como você chegou na ideia desse nicho específico?


Na verdade eu já tinha em mente desde o início que queria trabalhar com o segmento infantil. Eu até fiz muitas peças para outros segmentos, mas eu gosto mesmo do infantil. Acredito, que quando se tem dúvida o ideal é estudar o mercado e ver qual o tipo de peça que você gosta de fazer, qual te deixa mais feliz fazendo e aí sim você irá descobrir seu nicho.



6. Você já considerou expandir a linha de produtos ou explorar novas possibilidades de produtos?


 Sim, muitas vezes é ainda penso. Quero muito abrir uma loja com produtos a pronta entrega, insumos e um espaço para dar aulas. Pretendo ter pessoas trabalhando para mim na produção das peças do site.

 

7. Como você equilibra a produção de peças sob encomenda com a criação de itens para venda imediata, ou não tem peças a pronta entrega?

 

No momento não estou conseguindo conciliar a demanda da produção e mais a produção para produtos a pronta entrega. Então, acabo que não consigo colocar peças a pronta entrega no meu site. Isso me frusta um pouco, porquê com a demanda eu não consigo criar peças que estão na minha cabeça, projetos que preciso tirar do papel e não tenho tempo. Os dias vão passando e eu vou ficando chateada por não ter tempo de fazer peças novas, inéditas para o ateliê.


8. Uma dificuldade muito grande de quem quer vender as peças é saber fazer uma precificação correta. Inclusive essa questão de pegar encomendas aleatórias dificulta esse processo de precificar. Já que quando você nunca fez a peça, fica difícil saber os custos e o grau de dificuldade dela. Como é para você essa questão precificação, acontece de pegar encomendas de peças que você nunca fez antes. Já aconteceu de dar um preço e não ser compatível com a peça? Já teve algum prejuízo por causa disso? Fez algum curso que te ajudou? Tem alguma dica para saber lidar com essa situação?

Nossa e como, eu ainda erro até hoje. Passar orçamento é um tabu pra quem está começando, a gente morre de medo de errar e ficar no prejuízo ou passar muito alto e a cliente não fechar. Hoje devido a minha experiência eu consigo ter uma ideia da quantidade de material e tempo que irei gastar para fazer determinada peça, mas as vezes eu erro e acabo cobrando pouco para uma peça que me deu um trabalhão para fazer. Aí eu respiro fundo, termino e na próxima já saberei o valor correto que devo cobrar. Minha dica é: não se desespere, tente calcular a quantidade de material, faça uma pesquisa rápida de mercado e coloque o valor que você acha que deva cobrar e se errar não tem problema, na próxima você estará mais preparado.

 

9. Até chegar no modelo de venda e produtos específicos que você oferece hoje quais foram os principais desafios que você enfrentou ao iniciar seu negócio?


Auto sabotagem, achava que nunca estava bom o bastante para alguém pagar pra ter aquela peça. Achava que ninguém iria gostar ou achar bonito. Duvidava muito de mim mesma, eu fui a minha principal adversária no início.

 

10. Como que é a divulgação dos produtos, você usa redes sociais, google? Qual é a importância das redes sociais para o seu negócio?


Uso muito o Instagram para divulgar os meus produtos, tenho site próprio também o que facilita para o cliente comprar com cartão de crédito por exemplo. Tento fazer fotos bonitas e que consigam conectar com o meu cliente, fazer ele ter aquele desejo de adquirir aquela peça.

 

11. Hoje você já trabalha com trafego pago (anúncios) para a divulgação ou é tudo orgânico? Se faz trafego, indica algum curso?


A maioria é orgânico, mas de vez em quando eu faço patrocinado. Tento ver alguns vídeos do YouTube que fala sobre o assunto para aprender um pouco pq no momento ainda não consigo pagar para um profissional da área fazer pra mim.

 

12. A empresa tem uma pág. Institucional, fora das redes sociais para as pessoas encontrarem e conhecer um pouco mais da empresa?


Tem o site da loja. www.ateliepontosefios.com.br


13. Você tem algum tipo de atendimento personalizado, via WhatsApp, tem outro tipo de atendimento, como plataformas online para vender ou possui algum catalogo de apresentação das peças?

 

Uso o WhatsApp Business onde consigo etiquetar as conversas, consigo colocar mensagens automáticas o que facilita bastante o meu trabalho. Também tenho site próprio onde as cliente conseguem visualizar os produtos, calcular frete tudo isso de forma automática sem precisar falar comigo.


14. As vezes quem quer empreender com crochê tem uma visão muito romântica de pensar que só vai fazer crochê. Mas a gente sabe que um negócio envolve muitas tarefas além de fazer crochê em si. O próprio atendimento ao cliente, como já citamos acima. Quais habilidades além do crochê você considera que são essenciais para administrar um negócio bem-sucedido?


Além de fazer as peças, a artesã precisa ter em mente que isso aqui é o negócio dela e é uma empresa, tem que aprender a tratar com seriedade e com responsabilidade. Quando trabalhamos fora temos horário para entrar e sair, no nosso negócio é a mesma coisa, todo dia precisamos trabalhar se não a conta não fecha no final do mês. Precisa ter comprometimento, muita força de vontade, estar disposta a sempre aprender algo novo pq você acaba tendo que fazer mil coisas para a roda girar.

 

15. Como mulher e tendo um negócio que funciona em casa, como você lida com o gerenciamento do tempo, especialmente ao equilibrar a produção, o atendimento ao cliente e a gestão do negócio e as coisas da casa/da vida?


A chave é você separar cada etapa, ter o tempo para o atendimento, para a produção, para a embalagem, principalmente para a demanda da casa. Tem dia que vc vai ter que deixar a louça na pia pq terá que entregar uma encomenda que não teve tempo de produzir e tá tudo bem. Vai ter dias que você vai trabalhar até mais tarde, ou vai levantar super cedo para dar conta de tudo. O ideal é você organizar o seu tempo e respeitar o tempo de cada tarefa.

 

16. Conta para gente, como manter a paixão pelo crochê enquanto administra um negócio com tantas outras tarefas?

 

Acho que o segredo é você ter um tempo pra vc, fazer peças para uso pessoal para a sua casa, peças de vestuário ou até mesmo para presentear. Pra tirar aquela obrigatoriedade de fazer crochê, pq se não acaba virando maçante, mesmo sendo algo que vc ame, uma hora acaba pesando por se tornar “obrigação” então precisa ter um autocuidado pessoal.



17. Em todo mercado sempre existe uma preocupação com a concorrência. Qual é a sua visão a respeito de concorrência? Existe? É preocupante? Ou é possível coexistir saudavelmente com concorrentes?

 

Uma coisa que aprendi ao longo dos anos empreendendo é que sim, tem mercado para todo mundo e você não deve ficar olhando as conquistas da coleguinha e se comprara do com você. Cada uma tem o seu tempo, tem seus esforços e você precisa aprender a lidar com isso. A concorrência existe sim, mas a maior de todas as concorrências é de você com você mesma. Para isso não te afetar eu aconselho a não se comprar com fulana, olhe para o seu trabalho, pra sua empresa e siga sempre dando o seu melhor, pare de seguir pessoas no Instagram que te deixa mal, não siga tantos perfis de coach de vendas, isso tudo nos deixa muito mal e ansiosos para ter resultados e na vida real vender não é tão simples como esses perfis querem nos mostrar. Respeite seu tempo, sua caminha, sua jornada e principalmente, respeite você.


18. Você já participou de feiras de artesanato ou eventos locais? Se sim, como foi essa experiência? Vale a pena?

 

Nunca participei, mas acho válido sim se você tiver condições de participar pois faz uma troca de contatos e muitas pessoas podem vir a conhecer o seu trabalho. Nessas feiras acho que precisa focar em peças pequenas, com um custo mais baixo, mas acho que toda forma de divulgação vale a pena.


19. Tem alguma parceria com lojas para revenda dos seus produtos?

 

Tenho sim, tem uma loja infantil aqui na minha cidade onde deixo alguns produtos a pronta entrega para venda.


20. Quantos anos tem a empresa e nesses anos quais foram os momentos mais gratificantes ao longo da jornada empreendedora?


Comecei em 2016 e esse ano completará 8 da minha marca, tive muitos altos e baixos mas acho que a cada conquista financeiramente ou até mesmo pessoal valeu cada esforço. Financeiramente falando posso dizer que consegui conquistar muitas coisas de bens materiais, do lado profissional eu alcancei pessoas que nunca imaginei alcançar e posso dizer que tem peças minha nesse Brasilzão todinho e até fora do país, então sinto uma gratidão imensa por ter chegado até aqui.

 

21. Você já enfrentou períodos de desânimo ou falta de inspiração? Talvez até dificuldade financeira devido a uma baixa nas vendas? Como superar esses momentos?


Sim, com toda a certeza. Até hoje tenho momentos de desânimo e isso é muito normal. A gente só precisa ter cuidado porque quando se trata em empreender o que fazemos pode nos trazer retorno ou nos trazer desespero pela falta do retorno financeiro e aí muita gente acaba desistindo nesse momento e voltando para o CLT, mas a gente precisa ter em mente que tudo leva tempo e muita dedicação, estudos e energia. Não se pode desistir na primeira dificuldade, falando parece ser muito fácil, mas na hora de pagar as contas é que a gente percebe o quanto é difícil. Se você tem o sonho de empreender, siga com ele no seu coração e na sua mente, não se deixe desanimar, mesmo que você no início precise conciliar ele com o CLT porque no momento certo você saberá a hora de abrir mão da carteira assinada.

 

22. Você tem alguma história interessante ou engraçada relacionada a um pedido ou cliente em particular?

 

Engraçada eu acho que não, mas de perrengues sim. Fazer de uma cor o cesto e ser outro e ter 1 dia para corrigir e fazer outro do zero, ter que desmanchar um cesto 40x40 mesmo depois de pronto porque não ficou “perfeito” como eu queria. Sou muito perfeccionista e isso me atrapalha um pouco.


23. Como você lida com o feedback dos clientes, tanto positivo quanto construtivo? 


Todo feedback é válido, acredito que a opinião do seu cliente que vai alinhar o seu negócio. Fico muito feliz quando recebo um feedback positivo, porque sei que consegui entregar o meu melhor e consegui atingir as expectativas do meu cliente. Quando o feedback é negativo você precisa aprender a lidar com ele e tentar melhorar nos próximos para não cometer os mesmos erros, porém precisa aprender a filtrar, porque irão aparecer clientes que só querem tirar a sua paz e você precisa ter confiança no que faz para saber identificar se a reclamação realmente procede ou se aquele cliente é aquele chamado “cliente problema” porque sim, eles existem e a gente precisa aprender a lidar. Eu nunca tive um cliente que me falou que não gostou, porque sempre que termino a peça eu mando foto pra ele aprovar e se caso eu percebo algo eu tento alinhar e se precisar eu desmancho e refaço, porque pra mim o cliente precisa realmente gostar, caso contrário prefiro devolver o dinheiro dele e cancelar a venda.


24. É comum vermos muitas reclamações de pessoas que vendem artesanato reclamarem de clientes que fazem o pedido e somem, muitas vezes uma encomenda personalizada e depois não pegam produto. Isso já te aconteceu? Dê uma dica para outras artesãs de como lhe dar com isso?


Na verdade se isso acontece a culpa é sua, porque você não pode trabalhar de graça. O ideal é você sempre receber 50% do valor total da compra antes de iniciar qualquer pedido, aqui só considero pedido confirmado com o pagamento de 50% do pedido, caso contrário nem entra na minha lista de pedidos. Isso é o básico, precisa deixar claro para o seu cliente que após o térmico da peça ele precisa pagar o restante dos outros 50% para que o pedido seja entregue e estipular um prazo limite para o pagamento. Somos uma empresa e devemos tratá-la com toda a seriedade que ela merece.

 

25. Atendimento ao cliente no geral, nem sempre é fácil e muitas vezes quem está começando não está preparado para isso. Como lhe dar com clientes, às vezes, exigentes, clientes que querem que você saia do seu padrão de trabalho?

 

No começo a gente acaba aceitando tudo, faz cada loucura que só por Deus. Mas conforme o tempo vai passando e o seu negócio vai amadurecendo, você aprende a dizer NÃO para encomendas que pra você não faz sentido fazer. A gente precisa aprender a demitir clientes problemas também, o dizer NÃO faz parte desse processo. Tem clientes que eu nem atendo mais, porque aprendi que a minha saúde mental é mais importante do que o dinheiro dele. Não tenha medo, tem alguns atendimentos que não vale a pena levar a diante.


26. Quais são os planos futuros para a empresa?


Com certeza expandir a minha marca, quero muito abrir uma loja física para vender as peças, insumos e também dar aulas presenciais.


27. Você tem algum conselho específico para artesãs que estão começando seus negócios?


Não tenha medo de se jogar e ir atrás dos seus sonhos! Não ligue para as críticas, pois muita gente vai dizer para você arrumar um emprego e desistir do seu sonho. Acredite em você, deixe os ruídos externos de fora e dedique-se, pois quando a gente faz com amor, a gente colhe os frutos.

28. Eu te acompanho a muito tempo, arrisco dizer que desde seu começo. Já vi você mostrando estoque de fios de malha residual, as lutas para encontrar fios nas cores, quantidade e espessuras especificas. Hoje o mercado oferece mais opções de fios premuim, que são mais fáceis de trabalhar, porém, eu sei que existem prós e contras tanto no fio residual e no premium. Você usa algum fio premium ou continua optando pelo fio residual?


Eu continuo optando pelo fio residual por conta da história da minha marca, o reutilizar, fazer algo com um resíduo que seria descartado no lixo. O transformar o lixo em luxo, isso me encanta e faz total sentido para a minha vida! Lógico que quando a cliente me pede uma cor muito especifica eu ofereço o premium, ele tem as sua vantagens, mas eu amo o residual e não abro mão dele!


29. Fiz muitas perguntas sobre seu trabalho relacionando o crochê porque como citei te acompanho a muito tempo e sei que você começou com crochê mas te acompanhando hoje e vejo que seu trabalho se tornou muito forte na venda dos cestos de corda, costurados a máquina. Conta como foi essa história da transição de cestos de crochê para corda. Você continua com os dois? Tem planos de se dedicar somente aos de corda e abandonar os de crochê?



Eu queria muito inserir algo novo no meu portfólio e os cestos de corda foram ótimos para isso, eles conversam bem já com o meu trabalho e por conta disso a transição foi muito tranquilo. Eu não tenho a pretensão de parar com o fio de malha, fiquei conhecida e por ele e sou muito grata pelo caminho que ele me levou! Pretendo continuar com os dois até onde der rs!




30. Ainda sobre os cestos de corda você fez cursos e foi um desejo seu por prazer para aprender a técnica ou já aprendeu pensando em inclui-los nas suas vendas?


Eu fiz um curso on-line e já tinha em mente em fazer para incluir a técnica na minha loja! Apesar de serem cestos também, a técnica é totalmente diferente uma da outra e com isso o alcance a clientes com gostos diferentes uns dos outros é muito mais alto.

Eu não sabia costurar, não sabia nem passar a linha. Mas comprei uma máquina doméstica e me arrisquei! No começo eu achei que não ia conseguir, chorei, me arrependi de gastar tanto e quando achei que não ia dar conta eu me acalmei e disse pra mim mesma que iria aprender, nem que fosse a última coisa que eu fizesse! E com calma as coisas foram acontecendo! Tem toda uma técnica certa na hora de produzir os cestos e quando você aprende a técnica certa o trabalho flui!



Se você deseja acompanhar, conhecer o trabalho ou até mesmo comprar da Pontos e fios acesse o Instagram @ateliepontosefios e/ou entre em contato no Whatsapp da empresa.

Você também pode acessar o site: www.ateliepontosefios.com.br


Gostou da Kellen?! Eu amo conhecer as histórias e saber cada detalhe da vontade de curtir cada resposta. Acompanho o trabalho da Kellen desde o inicio foi mais ou menos na mesma época que comecei minha trajetória, fico muito feliz de ver como o negócio dela prosperou e como ela foi empreendedora e teve uma visão de negócio tão profissional desde o inicio. Sucesso Kellen continuarei aqui acompanhando e torcendo pelo crescimento continuo o @ateliepontosefios.


Se você ainda tem curiosidade sobre o Ateliê Pontos e fios e tem o desejo de perguntar para a Kellen algo que eu não perguntei, deixa aqui nos comentários a sua pergunta. Aproveita e deixa também uma mensagem de carinho e apoio a essas empreendedoras!


Também tema entrevista no Youtube!

 



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